[Resenha] Veneno - Sarah Pinborough













Título: Veneno - Sagas Encantadas
Autor(a): Sarah Pinbourough
Páginas: 224
Editora: Unica Editora

Em um reino distante, um velho rei precisa se ausentar para uma batalha, deixando sua bela filha aos cuidados de sua esposa, uma mulher sexy e de extrema beleza que foi obrigada a casar-se muito cedo e que aprendeu a tirar os obstáculos de sua frente tão logo apareçam.
Branca de Neve não queria que seu pai fosse para a batalha, ela já tinha problemas demais com sua madrasta. Ela não queria usar corpetes apertadíssimos e se portar como realeza, mas sim aproveitar a sua juventude e se divertir. Sozinha, na companhia apenas de seus estranhos amigos anões, ela sabe que haverá problemas.
A rainha não teria problema nenhum com Branca de Neve, desde que ela se portasse como uma dama e não como uma selvagem. Aproveitando a ausência do Rei, ela ensinará algumas lições a enteada, entre outras coisas, ela quer mostrar quem manda ali. Mas Branca de Neve não é do tipo “pobre mocinha”. Aliás, Branca de Neve não é do tipo ‘mocinha’, ‘princesa’, ‘esposa’. E esta disputa de forças irá abalar todos no reino. Seja um caçador de passagem, um príncipe desajustado ou os anões à margem da sociedade: quem escolher um lado pagará um preço muito alto pela ousadia!



Vi que teve gente que amou esse livro e gente que odiou. Bom, comigo não aconteceu nem uma coisa nem outra. Confesso que esperava mais dele, já que o comparam com a série Once Upon a Time, mas tudo o que consegui achar da leitura é que Veneno é um livro bonzinho, legalzinho. 

A autora se propõe a recontar as histórias da Disney, principalmente a de Branca de Neve, de uma forma moderna e adulta. O livro começa tratando da visão da Rainha Má. É nesta parte que está uma das melhores sacadas do livro, já que ele demostra, ou pelo menos tenta, o motivo pelo qual a rainha tornou-se amarga e sombria como é. A autora quase conseguiu me deixar com pena dela, quase.

Branca de Neve foi transformada em um símbolo sexual selvagem, resumindo uma piriguete. O príncipe em um homem mimado e vaidoso, que ultrapassa vários limites para fazer de Branca uma princesa perfeita.

Todos a amam, não é? É tão fácil ver o porquê. É boa, bela e, além disso, livre e selvagem. Ela terá vários príncipes por quem se apaixonar. Sim, sem dúvida é a mais bela na terra. Não é? Ela não é bonita?

A grande proposta da autora é fazer da história uma versão sarcástica e sexy dos contos de fada. Bom, sarcástica acho que ela conseguiu, mas sexy??? As cenas hots pareceram "jogadas" no texto, sem um clima de preparação, sem um desenvolvimento melhor do momento. Não sei, não me convenceram muito.

Mas, chega de detonar o livro, hahahaha. Meu personagem preferido é o Sonhador, own. Seu nome já diz tudo, um anão que vive sonhando, vive no mundo dos livros. Ele é prestativo e sentimental. Ele é definitivamente a graça e a fofura da história.

Ele queria ser mais corajoso. Sempre havia imaginado a si mesmo como o herói nas aventuras que lia, mas estava começando a perceber que na vida real havia muito mais medo que excitação.

O problema para mim da leitura foi como a Branca de Neve desperta da maldição. Quando eu li essa parte eu fiquei de boca aberta, sem acreditar que a autora realmente tenha decidido escrever da forma que escreveu. Depois disso eu perdi o interesse, e não consegui apreciar como deveria.

Apesar de não ter sido o melhor livro que eu já li, confesso que a autora conseguiu colocar elementos originais na história que ficaram interessantes e que combinaram com sua proposta. Recomendo a leitura para os amantes de contos de fadas modernos; como eu já disse, muita gente amou a leitura e muita gente odiou, então leia e tire suas próprias conclusões ; )

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