[Resenha] As Presas - Andrew Fukuda



Título: As Presas
Autor(a): Andrew Fukuda
Páginas: 320
Editora: Intrínseca
 

Com a morte pairando sobre suas cabeças, Gene e os outros humanos precisam encontrar uma forma de sobreviver na Vastidão, uma área desértica e isolada, por tempo o bastante para escaparem dos predadores sedentos de sangue que os caçam obstinadamente na noite. Conforme a tênue linha entre inimigos e aliados se torna cada vez mais indistinta, uma coisa fica absolutamente clara: se quiser sobreviver, Gene precisará confiar em alguém além dele mesmo. Andrew Fukuda oferece aos leitores uma sequência de desdobramentos tão tensos e aterrorizantes quanto o primeiro livro da trilogia.

Gene viveu muitos anos acreditando que era um dos últimos humanos no planeta. Assim, para sobreviver ele se comporta e age como os vampiros que dominaram o mundo e construíram uma sociedade forte e noturna. Quando é sorteado para A Caçada Éper, Gene descobre que não está sozinho no mundo, que não é o único “éper”, ser humano vivo no mundo. Porém, com a caçada seu disfarce é descoberto, o que coloca a sua vida em perigo, transformando em Gene em uma das presas. 

São caçadores. Estão vindo para cravar as presas na minha carne, me destroçar, me devorar, e saborear meus órgãos.

O garoto, juntamente com Sissy e os outros meninos humanos, consegue fugir dos terríveis predadores e, seguindo as pistas deixadas por um humano chamado Cientista, seguem rumo à Terra Prometida, que tem leite e mel, sol e frutas. Após longos dias, sofrendo com o frio e a fome, o grupo encontra o que acreditam ser o Paraíso. Bem escondido em um lugar de difícil acesso, entre montanhas e cachoeiras, A Missão surge como uma luz no fim do túnel para Gene e Sissy, uma possibilidade de paz e tranquilidade, sem constantes fugas ou ameaças. 

Com muita comida, conforto e alegria, A Missão é um refúgio para dezenas de humanos. O pequeno grupo logo se encanta com tamanha hospitalidade e atenção por parte dos anciãos e das moças da vila. Contudo, não demora muito para Gene e Sissy começarem a ter dúvidas a respeito desta Terra Prometida, já que tudo parece perfeito demais. O que os anciãos estariam escondendo? Apesar de todos os questionamentos um sentimento é inegável: a alegria de saber da existência de outros épers não apenas ali como na Civilização. Como farão para chegar a tal Civilização e o que os espera lá?

Em As Presas, segundo livro da trilogia A Caçada, o autor traz as explicações que tanto esperei a respeito da formação dessa sociedade pós-apocalíptica dominada por vampiros. Aqui não temos nada de vampiros bonitinhos, que brilham ao sol. Os noturnos de Andrew Fukuda são brutais, nojentos e animalescos, o que para mim foi muito bom. Amo Crepúsculo e livros do gênero me julguem, mas sempre quis ler um livro em que os vampiros não fossem romantizados ou suavizados. 

Outra coisa que gostei na história é a ideia de uma sociedade totalitária baseada em seres míticos, fantasiosos. O ser humano é ao mesmo tempo o protagonista, já que a narrativa é contada do ponto de vista de Gene, e um coadjuvante no enredo. Coadjuvante porque é minoria, à beira da extinção, e está sob o poder e governo do Soberano um vampiro.


O livro tem muito suspense, ação, correria e mortes. Para falar a verdade é sangrento e nojento sim, os vampiros são bem mais asquerosos do que eu estou acostumada em alguns momentos. Assim como Gene vai achando as pistas deixadas pelo Cientista aos poucos, o autor vai desvendando os mistérios da história devagar, deixando-nos curiosos para saber o que vai acontecer em seguida e como Gene e seu grupo conseguirão escapar das enrascadas e dos perigos.

Fiquei com raiva e com asco de Krugman, líder da Missão, e dos outros anciões. Neste ponto o autor consegue retratar bem o lado selvagem do ser humano, com suas atitudes egoístas e mesquinhas. Essa questão das emoções é trabalhada de forma muito boa no livro. Gene, por exemplo, está tão acostumado a viver disfarçado, usando presas falsas, escondendo seu cheiro e controlando suas atitudes e expressões, que tem dificuldade de lidar com a expansividade e a intensidade dos sentimentos não reprimidos. O garoto precisa passar por um processo de humanização e é muito interessante ler a forma como o autor descreve e narra esse desenvolvimento da personagem. 

Não entendo por que eles precisam demonstrar com tanta ênfase o que estão sentindo. Não podem apenas sentir as emoções se, externa-las?

As Presas, apesar de ser considerado por alguns como uma distopia, não é meu estilo habitual de leitura. Contudo, foi isso que me fez gostar da leitura. Após ler livros e livros de N.A e distopia tradicionais, estava precisando de um que saísse da mesmice, que trouxesse novos ares e novas histórias. Quero saber como essa caçada irá terminar.

A caçada apenas começou. A caçada não vai terminar nunca.

4 comentários:

  1. Olá, Lili!
    Confesso que quero e não quero ler esse livro haha A estória parece ser muito boa, ainda mais com os vampiros "reinando". Fiquei bastante curiosa e achei legal ter ação, morte e muito sangue haha
    Beijos, Garota Vermelha
    www.livrosdagarotavermelha.wordpress.com

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  2. Genteeee, é uma mistura de fantasia, terror, suspense e ação? Ai meu coração não aguenta, só acho que devia rolar uma safadesazinha (acho que não existe essa palavras ahauhauha). Adorei!
    Beijão, Bru - www.naoemprestolivros.com.br

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  3. Aiin, eu tô numa vibe fantástica tão boa, ainda mais de vampiros kkkk não sabia que era sobre isso o livro, e ainda tem um quê de distopia. <3 Vou ler!

    Abraços,

    Pedrim
    http://pedrimoliveira.blogspot.com.br/

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  4. OMG omg OMG!!!! Comassim essa coisa de vampiros e distopia, to enloucando aqui, já quero e já quero. Mas confesso que a parte do sangue me dá receio, porque morro de medo de livros assim kkkkkkkkkkkk

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