[Resenha] Cidade da Meia Noite - J. Barton Mtichell



Título: Cidade da Meia Noite
Autor(a): J. Barton Mitchell
Páginas: 448
Editora: Jangada



A Terra é conquistada por uma raça alienígena conhecida como os Confederados. A população adulta da Terra desaparece de vista, sucumbida pela Estática - um poderoso sinal telepático irradiado pelos alienígenas, que reduz as pessoas a um estado de total servidão. Mas existe um grupo imune aos seus efeitos: as crianças e os adolescentes. Enquanto isso, Holt Hawkins, um caçador de recompensas, tem como alvo Mira Toombs, uma astuta caçadora de tesouros com a cabeça a prêmio. Não demora muito para Holt capturar sua presa, mas a forte atração que surge entre os dois não é algo com que ele contasse. A queda de uma nave dos Confederados nas proximidades do lugar onde Holt e Mira estão acampados revela uma surpresa - a única sobrevivente é uma garotinha que não se lembra de mais nada a não ser do próprio nome: Zoey. Logo eles descobrem que todo o exército alienígena está à procura de Zoey. O que ela tem de tão especial? Será que os poderes dessa garota, por mais improvável que isso possa parecer, são a chave para deter os Confederados de uma vez por todas?





Há oito anos a Terra foi invadida pelos Confederados. Todos os adultos passaram a ser Sucumbidos, isto é, controlados pela Estática, sinal telepático transmitido pelos Confederados, entrando em uma espécie de sonambulismo forçado. Restaram apenas as crianças, adolescentes, os Desertados e os Imunes. Holt é um desses últimos. Com vinte anos o rapaz é um dos mais velhos a permanecer na Terra, e por isso está disposto a fazer o que precisar para sobreviver, mesmo que isso signifique se tornar um caçador de recompensas em uma terra devastada pelos invasores. 


A história começa com Holt perseguindo Mira, uma fugitiva da Cidade da Meia-Noite, lugar de política sem sentido e jogos mentais perigosos, cuja recompensa resolveria os problemas do rapaz. Contudo, o que ele não contava que a garota seria tão astuta, rápida e atraente. Mesmo com seus olhos verdes já apresentando os primeiros sinais da Estática, a garota chama atenção de Holt, mostrando que sua empreitada não será tão fácil quanto ele imaginava que seria.


Valendo uma boa recompensa ou não, olhos esmeraldas ou não, a garota estava rapidamente se tornando um problema maior do que valia a pena.



Esta relação de gato e rato torna-se ainda mais complicada com a chegada de Zoey, uma garotinha que literalmente cai do céu na vida desses dois. Holt vê na criança humana mais uma dificuldade para a sua jornada, contudo, ao encontra-la presa entre os destroços de uma nave fica com pena e decide salvá-la. Essa menina, que a primeira vista parecia tão indefesa, começa a apresentar algumas atitudes e poderes estranhos, que o caçador de recompensas não sabe se irão ajuda-los ou coloca-los em um perigo ainda maior. O mistério sob a garota fica cada vez maior quando Holt e Mira percebem que os Confederados estão fazendo de tudo para encontra-la.


- Eu dou muito trabalho, não é? – Zoey perguntou, ainda embaixo dele. Holt olhou para ela. – Neném, você nem faz ideia.



Comprei esse livro pela capa. Não conhecia e não tinha lido a sinopse, mas achei a capa interessante e decidi arriscar. Que surpresa foi descobrir que a história trata de uma invasão alienígena. Em Cidade da Meia-Noite encontramos aliens, tecnologia avançada, uma espécie de magia técnico-científica presente em artefatos, poder sobrenatural e um mundo beirando o pós-apocalíptico. Tudo isso recheado por constantes fugas, lutas e perseguições, uma verdadeira aventura pela Terra Conquistada. 


Apesar de achar o autor detalhista demais, principalmente no que diz respeito à guerra e perseguição dos Confederados, eu gostei da leitura. O único livro que eu tinha lido a esse respeito tinha sido A Hospedeira, que tem uma pegada bem diferente. O autor conseguiu despertar minha curiosidade com relação à Zoey, uma garotinha fofa e risonha que carrega uma responsabilidade muito grande para a sua idade. Meu lado romântico também foi tocado. Holt é aquele tipo de protagonista que consegue ser ao mesmo tempo durão/corajoso, uma graça/querido. Sua dedicação à Max, seu cachorro, é tocante. Mas o que eu mais gostei foi que o autor conseguiu me surpreender, já que eu imaginava uma coisa e a narrativa tomou outro rumo. Muitas coisas ficaram em aberto e algumas eu não consegui entender, por isso não vejo a hora de ler a continuação.



2 comentários:

  1. Olá, Lili!
    Ficção Científica uhu \o/ A estória chamou bastante minha atenção e parece ser muito boa! A capa também chamou minha atenção e já quero o livro depois desta sua resenha haha Arrasou!
    Beijos, Garota Vermelha
    www.livrosdagarotavermelha.com.br

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  2. Distopiaaaaaaaaaaaa!
    Hooow, quero ler faz é tempo esse livro, mas nunca achei ele pra comprar na livraria! :(
    Mas farei a leitura em qualquer momento livre. Adorei a resenha! <3

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