[Resenha] A Menina que Tinha Dons - M.R. Carey


Título:A Menina que Tinha Dons
Autor(a): M.R Carey
Páginas: 384
Editora:Rocco Fábrica 231
 
 Aclamado pela crítica, o livro se tornou um bestseller imediato na Grã-Bretanha e nos Estados Unidos ao contar a história de Melanie, uma menina superdotada que faz parte de um grupo de crianças portadoras de um vírus que se espalhou pela Terra e que são a única esperança de reverter os efeitos dessa terrível praga sobre a humanidade. Uma comovente história sobre amor, perda e companheirismo encenada num futuro distópico.

O livro começa com uma cena tensa, na qual crianças estão presas em celas, são amarradas em cadeiras de rodas, tratadas como bicho. Durante os dias da semana Melanie e seus colegas têm aula com diferentes professores. A sala de aula não é uma sala normal, primeiro porque os alunos só podem assistir às aulas amarrados em suas cadeiras, segundo porque ela faz parte de experimentos comandados pelo exército, com o intuito de testar o aprendizado e as reações emocionais dos alunos.

 O motivo de tudo isso? Os famintos tomaram conta da Inglaterra, matando milhares de pessoas, mas nessas crianças, parcialmente imunes, a infecção parece manifestar-se de maneira diferente. É partido dessa descoberta que pesquisadores tentam descobrir a cura para o fungos que tem dizimado a humanidade.

Apesar de achar a escrita do autor um pouco estranha e confusa no início, logo gostei da história e me envolvi na leitura. Na maior parte do livro acompanhamos o que acontece com Melanie, e percebemos que, em um primeiro momento, a garota não tem noção de quem, ou o que, realmente é. Sua atenção está voltada quase que inteiramente para a professora Justineau, pela qual Melanie supre uma espécie de obsessão.

Achei que a criança possui um conhecimento muito avançado para a idade dela, ainda mais sendo zumbi. Essa característica é atribuída à personagem intencionalmente, fazendo-a passar uma espécie de mini-gênio, o que só desperta ainda mais o fascínio das pesquisadoras. Não consigo imaginar uma criança de 10 anos fazendo uma regressão matemática de número de habitantes de uma determinada cidade, então achei isso um pouco forçado na história.

A narrativa do autor é muito rica, faz referência à mitologia grega, poemas de autores famosos, filósofos e passagens e personagens bíblicos. Apesar de ter uma criança como protagonista, esta não é uma daquelas histórias de zumbi fofas e amorzinho, ao contrário, justamente por ser protagonizada por uma criança as cenas são tensas, duras e em vários momentos insensíveis. O diferencial e que me fez gostar mais do livro é que acompanhamos a descoberta e a luta de Melanie contra a sua natureza morta, contra a fome avassaladora que a consome. 
 

 
A explicação fornecida pelo autor sobre o surgimento dos famintos é diferente das que eu já vi até hoje, nada extraordinário, ele apenas a embasou em conceitos de biologia e química fazendo parecer ter certa lógica. Seus zumbis, são muito mais humanizados do que os outros. Como tudo nesse livro, o final foi diferente de tudo que eu imaginava, fiquei chocadíssima. Durante um bom tempo tentei definir se eu tinha gostado ou não, decidi que sim, gostei muito do livro. É tenso, diferente e surpreendente. 
 
Para quem não sabe, o livro vai para as telonas e eu estou louca para assistir. Enquanto ele não é lançado, confiram o seu trailer.
 
 
 
 
Beijos da Lili 💋

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